quarta-feira, maio 31, 2006

|A garage hermetique nipônica| Mainliner - Mellow Out (1995)




Retornando à nossa walpúrgica peregrinação pelos meandros da siderurgia psico-sõnica japonesa, cá estamos frente a um de seus mais tonitruantes e devastadores álbuns: a estréia do Mainliner, espécie de 'supergrupo', verdadeiro who's who do brutalismo psych noise nipônico liderado pelos notórios Asahito Nanjo (High Rise) e Makoto Kawabata (AMT). De periodicidade bissexta, vez por outra essa inaudita e errática formação emerge das trevas com um maremoto elétrico de psicodelia terminal larger than life formado por muralhas sucessivas de distorção guitarrística over the top, wah wah's alucinados e cataclismas percussivos, ou seja, algo como Blue Cheer, MC5, Hawkwind, Guru Guru e Stooges reprocessados numa usina nuclear sônica movida a anfetamina, danação e loucura!!!


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|Caterbury Tales| Moving Gelatine Plates - Moving Gelatine Plates (1971)

Moving Gelatine Plates - Mving Gelatine Plates

O Moving Gelatine Plates (M.G.P.) foi uma das mais importantes das bandas francesas de rock progressivo. A banda iniciou mais ou menos no final dos anos 60, por 69, sei lá, deve ser por aí. Suas letras tem um tom político, e possuem ─ “humoristicamente” ─ criticas nesse sentido.
Pode-se dizer que a banda “não foi feliz”. Não que o som tenha sido mal-aceito, é que os caras não tinham dinheiro mesmo. Para poder produzir mais cd’s, tiveram que vender instrumentos, e tudo mais...

Este é o primeiro disco da banda (meio óbvio, disco homônimo já remete a isso), e...Bah, nunca sei o que falar sobre os discos que posto.
Difícil dar um exemplo do que o som da banda seja “parecido”...É um som louco, típico desses franceses doidões.
O que predomina (mais uma vez, “obviamente”... Adoro relatar coisas óbvias, ao menos deixa o texto grande. E depois ainda fico falando que fiz um comentário óbvio, só para aumentar mais ainda o tamanho da resenha) é o “Canterbury”, mas há várias partes que variam...Ao ouvir o disco é fácil encontrar partes em que o estilo mude totalmente, um exemplo seria a “Last Song”, que tem um final bem Space Rock.
Sei lá, não tenho mais nada a declarar sobre o disco. Se quiser, baixe. (O progarchives dá uma nota sensacional para este disco! Baixe agora mesmo! =P)

Review in english
HERE

Tamanho: 34 MB

Músicas:
1. London Cab
2. X-25
3. Gelatine
4. Last Song
5. Memories

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    segunda-feira, maio 29, 2006

    |70's Oceanian Rock| Master´s Apprentices - Nickelodeon (live 1971)


    Aqui mais um disco do Master´s Apprentices. O Nickelodeon nos mostra a performance da banda ao vivo onde os caras fazem um hard blues vigoroso com algumas passagens mais suaves, mas o que predomina mesmo é o som pesado e lentão com aquela pegada bluesera na linha dos ao vivos do Cream e de West, Bruce & Laing. O disco aqui postado também conta também com 4 faixas-bônus, mantendo o mesmo estilo do Choice Cuts, postado por mim anteriormente, ou seja, alternando entre baladas folk e rock pesado.


    Mais informações sobre a banda aqui


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    sábado, maio 27, 2006

    |Canterbury Tales| Soft Machine - Third (1970)

    Soft Machine - Third

    Me recuso a falar sobre este disco. Não, eu não estou brincando, posso até citar meus motivos:

    1° O álbum é ótimo, qualquer deslize de minha parte, e já serei crucificado;

    2° Creio que este seja um dos discos mais famosas da Canterbury Scene, novamente, a qualquer erro, não me perdoarão;

    3° Estou sem paciência para escrever algo que preste;

    Então, para não deixá-los na mão, vai um link com a resenha ─ que, obviamente não foi feita por mim.

    AQUI, no Soundchaser há uma resenha produzida pelo "Bobblopes", dêem uma olhada.

    Review in english HERE

    Tamanho:
    Parte 1 - 51 MB
    Parte 2 - 53 MB

    Músicas:
    1. Facelift
    2. Slightly all the time
    3. Moon in June
    4. Out-bloody-rageous


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  • Download - Parte 2


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    sexta-feira, maio 26, 2006

    |We Are All Prostitutes| Bauhaus - Bela Lugosi's Dead














    O que dizer sobre essa banda? Raramente se viu uma unidade musical tão 'perfeita' quanto essa. Eu digo perfeita não no sentido que tu estás acostumado, seu emo safado. Eu quis dizer no sentido de que os 4 músicos se completam. A guitarra Mick Ronson in a bad mood de Daniel Ash, a cozinha ousada e pontual dos excelentes Kevin Haskins e David J, e, obviamente, o potente vocal do insano Peter Murphy. Murphy, que não canta 'certo' nem um pouco, tem algo que, atualmente, só Mike Patton tem: Versatilidade na loucura. Dito isto, a banda revolucionou a cena do Post-Punk, sendo hoje considerados o pai do Goth Rock. Talvez não sejam, mas foram os primeiro a dar uma 'forma' ao gênero, uma voz. Bela Lugosi's Dead é um clássico sem igual na música: TUDO funciona bem. O clima, a performance, as letras, a duração. Todos os mínimos detalhes. É difícil acreditar que foi a primeira sessão de gravação da banda, e a velocidade em que foi gravada. O explosivo riff de Ash e a extraordinária linha de baixo de J não são o show aqui. O magrão Peter Murphy rouba a cena, com uma interpretação forte, e, diria eu, apaixonada (não a paixão que tu sentes pelo vibrador gigantesco que tens, seu viado). Obra-prima. Além daqui, só apareceu em um álbum na versão original (a compilação Crackle), ou seja, este single é essencial. O b-side, Boys, também é excelente, sendo um glam rock alienígena tão comum ao Bauhaus.

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    quarta-feira, maio 24, 2006

    |We Are All Prostitutes| This Heat - This Heat













    Pouta que pariu. Não tem coisa que defina o This Heat melhor que POUTA QUE PARIU. Manjas aquele tipo de disco que tu pensa "nhé, já ouvi isso antes"? É. É exatamente o que tu sentirás aqui, só que de uma forma diferente. A banda fez tudo antes das outras. Lindão, né? Antecedendo o post-punk, ao unir Krautrock, jazz-fusion e punk, o This Heat foi altamente influencial em 9 entre 10 cenas musicais deliciosas que vieram depois! Oh sim, feladaputa, duvidas? Então ouça e entenda o que eu quero dizer. Como definir o som feito aqui? Bom, pense num Henry Cow após horas de sexo com o King Crimson, fumadão, de mau humor, andando na chuva às 4 da manhã. E com um vocal no melhor estilo folk bêbado. É. Marromenos isso, cacete. Não dá pra calcular o impacto exato do TH no rock que seguiu, dá pra dizer só uma coisa: ESSENCIAL, e obra-prima absoluta.

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    We Are All Prostitutes!

    Decidi começar uma nova série. Essa série é apenas uma introdução, digamos assim, ao gênero musical proposto. Gênero esse que o Alfredo pode falar MUITO melhor do que eu, portanto já caracterizo as obras postadas nessa gracinha como sendo BÁSICAS. Se você ainda não se ligou no nome, nem em nada que eu disse antes, essa série vem falar dos traços mais vanguardistas do Punk, em especial do Post-Punk. Ou seja, é PUNK ROCK de MACHO.

    |70´s Oceanian rock| Master´s Apprentices - Choice Cuts (1970)


    Master´s Apprentices é daquelas bandas que acompanharam as tendências da época.. Começaram fazendo um R&B bobão.. na metade final da década de 60 passaram a incorporar a psicodelia emergente da época.. mas só mostraram serviço mesmo em 1970 com o album que aqui posto.
    No Choice Cuts os caras fizeram um trabalho eletro-acústico de excelente qualidade, um disco com faixas pesadas e belas ao mesmo tempo como a magnífica Death of a King. Destaque também para o excelente trabalho de Doug Ford na guitarra e principalmente no violão como na faixa Rio De Camero onde o guitarrista mostra grande domínio sobre o instrumento. Há também os petardos Easy To Lie e a 'sabbazense' Catty. E como não poderia deixar de ser há também uma balada.. Because I Love You, o grande hit do grupo.

    Mais informações sobre a banda aqui

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    terça-feira, maio 23, 2006

    |Cheap Muzak| Tom Waits - Rain Dogs














    Mais uma maravilha. Tom Waits é um dos melhores compositores do nosso tempo, period. Dito isso, é bom saber que seus trabalhos não são fáceis, mas como todo mundo deve conhecer, é meio inútil que eu esteja aqui dizendo justamente isso. Bom, mas que se foda, seu Zé! Quer coisa nova? Então atocha um salame tamanho GG no rabo e sai por aí fazendo o passo da galinha. Lou Reed fazia isso. Hoje ele não quer menos do que uma mortadela completa. Uma mistura alucinada de CAOS e COMÉRCIO. Eu até diria compre, mas como és um pirata safado, como eu, BAIXE!

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    |Caterbury Tales| Supersister – Present from Nancy (1970)

    Supersister – Present from Nancy

    Bom, vejamos...O que falar deste disco e dessa banda?
    Por mais que (todos) discordem, acho está a melhor banda da Canterbury Scene...Não, você NÃO leu errado, o som da banda me agrada muito mais que o do Gong, Soft Machine, Moving Gelatine Plates, etc, etc, etc...

    Tendo como terra natal a Holanda, creio que está foi a primeira banda ”não-britânica” a fazer o som de Canterbury. Outra curiosidade é que os integrantes da banda tinham uma média de 18 anos quando gravaram esse disco. Para época, isto é um bocado precoce (na verdade pode-se dizer que é até hoje, ao vermos bandas com integrantes com experiência muito maior fazendo um “som-lixo”).

    Então paremos de enrolação e falemos sobre o disco.
    É clara a influência de Frank Zappa (não tanto pelo som... mais pelas letras, como exemplo a “Corporation combo boys”) e do Soft Machine (esse sim pelo som, como na “Memories are New”), mas isso não tira a “grandiosidade” da banda, apenas soma.
    A banda utiliza muito a repetição de algumas partes, com algumas variações, típico de alguns grupos de Jazz.
    Os vocais são extremamente belos, como exemplo, cito novamente a “Corporation combo boys”, faixa curta, mas de uma beleza extrema.
    Logo depois vem a “Metamorphosis”, na minha opinião, melhor música do disco, e a que pode ser melhor relacionada a Canterbury. Destaco a primeira parte da faixa, Mexico, no início da música percebe-se facilmente o que explicitei anteriormente, a repetição...Logo depois muda totalmente o ritmo da música para a entrada dos vocais. A segunda parte (Metamorphosis) é mais curta, e possuí apenas um solo de teclado (dã, óbvio que tem a base ao fundo). E para terminar a faixa, vem a Eight Miles High, com cerca de 24 segundos, mas que concluí a música muito bem.
    E para finalizar (o disco e a resenha), vem a Dona Nobis Pacem. Faixa instrumental, calminha...Ideal para finalizar um disco como este.

    O Supersister teve uma carreira relativamente curta, o que de certa forma é bom, pois a banda acabou não lançando nenhum disco ruim, por isso, pretendo postar mais um disco deles nesta série daqui um tempo.

    Review of album in english HERE

    Tamanho: 50 MB

    Músicas:
    1. Present from Nancy / a) Introductions
    2. Present from Nancy / b) Present from Nancy
    3. Memories are new (boomchick) / a) Memories Are New
    4. Memories are new (boomchick) / b) 118
    5. Memories are new (boomchick) / c) Dreaming weelwhile
    6. Corporation combo boys
    7. Metamorphosis / a) Mexico
    8. Metamorphosis / b) Metamorphosis
    9. Metamorphosis / c) Eight miles high
    10. Dona nobis pacem

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    segunda-feira, maio 22, 2006

    Suicide - 23 Minutes Over Brussels (1978 - EUA)




    Dando uma pausa na série sobre os delírios sonoros japoneses, é com prazer que vos apresento hoje a inesquecível e impagável peça de agit prop sônico e terrorismo contracultural anárquico chamada 23 Minutes Over Brussels (1978 - Red Star / Bronze Records), do duo novaiorquino Suicide, álbum lançado originalmente como flexi-disc encartado num zine, em edição limitada de 1000 cópias. O disco em si é genial, claro, mas a história que o envolve é ainda mais, de modo que merece ser narrada.

    No dia 16 de junho de 1978, Alan Vega e Martin Rev encontravam-se na aristocrática capital da Bélgica, mais precisamente no clube Ancienne Belgique, para abrir um concerto de Elvis Costello; como quem conhece a banda pode bem imaginar, a sinistra e morbidamente irônica fusão entre eletrônica primitiva e o rockabilly-mutante-de-Alpha-Centauri-com-Síndrome-de-Down dos caras não é, por assim dizer, a coisa mais compatível com o punk / folk comparativamente 'normal' de Mr. Costello. Pois muito bem: com Rev a cargo de seu insólito arsenal de traquitanas eletrônicas (um VCS3 e uma drum machine arcaicos, ambos emprestados e via de regra avariados!), e Vega soltando sua voz de deidade lovecraftiana in a bad mood lendo recitativos de Antonin Artaud numa estação de rádio extraterrestre fora de sintonia, as sublimes litanias do grupo sobre o apocalipse metafísico da modernidade começaram a ser despejadas implacavelmente sobre a platéia, pérolas do inferno como Ghost Rider, Rocket USA, Cheree, Dance; o público, a princípio estupefacto, começou depois a apupar a apresentação com enfática e crescente indignação. Alheios a tudo, no entanto, Vega e Rev deram início então ao verdadeiro ritual eletro-industrial de ódio e danação denominado Frankie Teardrop, em versão particularmente neurótica e furiosa. O que até aquele momento era tão somente rejeição estética transformou-se em fúria absoluta, e membros mais exaltados da audiência começaram a subir ao palco para agredir o duo. Nossos heróis conseguiram segurar um pouco as pontas, mas logo multiplicaram ao infinito o caos com uma boutade de todo genial: Vega perguntou ao público se eles queriam ver logo a atração principal, obtendo como resposta urros coletivos de "Elvis, Elvis, Elvis!!!". O insano performer começou então a entoar Frankie Teardrop no compasso da célebre Love Me Tender (um dos clássicos absolutos de um certo sujeito chamado Elvis Presley...) com uma voz absolutamente macabra e aterradora, enquanto seu comparsa mimetizava de forma esquizofrênica o ritmo da canção em suas engenhocas. Não é preciso ser uma pitonisa para advinhar que a abstrusa 'cover' obviamente deu início a um furdunço de vastas proporções, com a turba detonando tudo à sua frente. Todavia, Howard Thompson, amigo da banda, lá estava com um gravador, registrando o inolvidável evento para gáudio geral per saecula saeculorum de todos nós da nação freak!

    No mais, conforme umas poucas horas depois do show Alan Vega definiria de forma lapidar, "We're all frankies, except some belgians"... ;-)


    E então, vai pro trono ou não vai?


    Faixas:

    1) 23 Minutes over Brussels (22:54)


    Músicos:

    Alan Vega / vocais

    Martin Rev / sintetizador VCS3, aparatos eletrônicos diversos


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    sexta-feira, maio 19, 2006

    |70´s Oceanian Rock| Buffalo - Volcanic Rock (1973)


    Aqui o segundo album da banda Buffalo, considerado por muitos a obra-prima da banda.Volcanic rock mostra um hard mais 'reto', 'quadradão' e acima de tudo pesado.Não irei falar sobre o disco, pois acho desenecessário já que existe uma matéria bem completa sobre ele aqui.


    Mais informações.. clique aqui

    Entrevista com os caras..clique aqui



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    quarta-feira, maio 17, 2006

    |Canterbury Tales| Caravan – If I could do it all over again, I'd do it all over you (1970)

    Caravan

    O disco está sem as faixas bônus. Odeios faixas bônus, postarei apenas quando valeram a pena mesmo (como no caso do Xhol Caravan).

    O Caravan foi umas das mais importantes bandas da Canterbury Scene. Junto com o Soft Machine, foi o “ponta-pé inicial” (sem contar o Wilde Flowers, novamente).
    No seu primeiro disco (homônimo), a banda ainda fazia um som muito mais para o “pop inglês” e para o psicodélico, mas no segundo (sim, é esse mesmo, não vou digitar o nome de volta, é cansativo) já conseguiram...Como posso dizer? Conseguiram “fazer um som em que todos ficassem em harmonia”? É, acho que é isso.
    Este álbum não deixa de lado o som do álbum inicial da banda, mas é bem mais influenciado pelo Free Jazz (como já disse, característica principal da Canterbury). Notável fica isso principalmente ao ouvirmos a (que virou clássica) “For Richard” (sei que não é apenas assim o nome, mas não vou escrever tudo aquilo). Os irmãos Sinclair se superam nesta música, e ainda tem aquele belo solo de Sax...Perfeita.
    Resumindo todo “review”: Disco memorável, de uma banda memorável, e em sua melhor fase...Extremamente necessário em seu HD.

    Tamanho: Disco: 53,8 MB
    Album Art: 1 MB

    Músicas:
    1. If I could do it all over again, I'd do it all over you
    2. And I wish I were stoned - Don't worry
    3. As I feel I die
    4. With an ear to the ground you can make it / Martinian / Only cox / Reprise
    5. Hello Hello
    6. Asforteri 25
    7. Can't be long now / Françoise / For Richard / Warlock
    8. Limits

    Download - Disco

    Download - AlbumArt

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    The Pastels - Mobile Safari














    Tudo bem, a minha EXCELENTE série (sim, cansei de ser auto-depreciativo) não acabou, mas eu decidi postar esse disco aqui, fora dela. Por que? Porque sim, viadinho! O fato é que Os Pirocas (DÚVIDAS? Acha que Pastels é pastéis? Tire a duvida agora mesmo no tradutor do Google, seu adorador de cacete) são uma das melhores bandas indie de todos os tempos. Repararam como esse termo é culhão? Serve pra indicar de Dinosaur Jr. a Franz Ferdinand. É foda, seu Zé! Mas voltando... O que tens aqui? Um My Bloody Valentine. Na verdade, não tem quase porra nenhuma a ver, mas o estilo é o mesmo: indie pop com melodias belas. Eles tem muito do Yo la Tengo, mas é um estilo próprio. O machão da banda, Stephan Pastel, tem um vocal estranhão. Po, nem sei mais o que falar... Bom, QUEM SE IMPORTA? Se não conheces, baixe agora!

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    |A garage hermetique nipônica| Brast Burn - Debon (1975)




    Obscura excentricidade nipônica proveniente dos abstrusos anos 70; lamentavelmente é deveras complicado levantar maiores informações sobre a banda; lançaram apenas um álbum, composto por 2 longas suítes pejadas de efeitos de desorientação psicodélica; sóem ser não raro comparados ao venerável Faust; claro está que o cotejo não se sustenta, mas de todo modo os caras levam a efeito uma assemblage assaz interessante, com muitas nuances e texturas de surpreendente lisergia, numa atmosfera geral que poderia ser descrita como Faust goes middle east folk music riding Syd Barrett's wild horse!


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    terça-feira, maio 16, 2006

    |Cheap Muzak| Leonard Cohen - The Songs Of Leonard Cohen














    Amiguinhas, sou eu. Ah, que coisa extraordinária pra vocês devem ser abrir esse brog e, esperando por um bom post do Alfredo, ver esta criatura que vos fala ocupando espaço. Isso me motiva! Continuando minha série meiga, hoje vos trago este que um dos mais aclamados singer-songwriter de todos os tempos! Sim! Se tu quiser ver alguma obscuridade aqui, podes voltar a punheta, seu feio! Aliás, o rapidshare anda lento pra caralho, creio que DAQUI A UM ANO vocês estarão lendo isso. Hohoho. Voltando. Estão vendo esse sujeito na capa. É. É ele mesmo, porra. Ou tu acha o que? O cara ia gravar um cd pra colocar a cara do SEU PAI na capa? Mas enfim. O Leonard, antes de ser músico, era poeta. Disso leia poetero, com o perdão da piada merda, porque pouco se tem notícia dos trabalhos dele. Mas, de saco cheio de tudo, ele decidiu gravar um discão, e ganhar grana com isso. Até aí, tudo mal, mas o foda é que ele acertou a mão, e revolucionou, ainda sobrando tempo pra fazer um dos melhores discos de todos os tempos. Achou exagero? Não seria exagero dizer que uma banda que grava apenas um disco, e mais porra nenhuma, está entre as melhores? O folk, que antes era sinônimo de música animada, ou até politizada, aqui foi usada pra DESESPERO. Sim. Leonard junta em músicas histórias de perdedores, oprimidos, pervertidos, e loucos em geral. Creio que as músicas mais famosas aqui sejam Suzanne e Sisters Of Mercy (sim, a banda tirou o nome daqui, se você não é uma tiete dedicada o suficiente pra saber). Mas não são as melhores. Aliás, apontar as melhores seria foda. Não tem. O disco todo é igualmente fodido. As letras são excelentes, retratam um estilo de vida não muito agradável pra maioria. Tudo funciona bem. Se gostas de música bonita mesmo, não deveria perder. Mas eu acho que todos já ouviram isso. Que seja! O importante é que este monumento é único. Pensem num Bob Dylan de mau humor, cantando bem, e usando quase só violão. Ponto, é isso.

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    |70´s Oceanian Rock| Buffalo - Dead Forever (1972)


    Os fãs de AC/DC que me perdoem, mas Buffalo é a melhor banda australiana que já existiu. Uma espécie de Black Sabbath aborígene malvado, esses caras só passaram a ser conhecidos no resto do mundo a partir da era da Internet.. e se você não conhecia agora vai conhecer...
    Dead Forever é o primeiro album do Buffalo e o que eu mais gosto. Aqui eles já mostram riffs de guitarra cadenciados e poderosos bem no estilo Sabbazão.
    Um disco inspiradíssimo, sonzera mesmo, hardão de primeira linha. O que há de mais pesado porém, ainda está por vir...

    Ah só uma curiosidade, no Dead Forever a banda conta com 2 vocalistas exclusivos, Alan Milano e Dave Tice.. algo bem incomum no gênero.


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    segunda-feira, maio 15, 2006

    |A garage hermetique nipônica| Gaseneta - Sooner or Later (1978)




    Em mais uma aventura sonora em nossa jornada pelas esmiralhações da metalurgia nipônica, eis aqui uma bela banda de psych noise garage punk japonês dos anos 70, na melhor tradição de hipercinesia sônica à moda MC5 / Stooges, com arquetípicas guitarras fuzz buzz em brumas de distorção abissal e seção rítmica frenética, além de vocais psicóticos ao melhor estilo Gerry Roslie (dos geniais Sonics) on pills. Ao que tudo indica lançaram apenas um único álbum, Sooner or Later, em 1978. São também reputados como grande influência para os mitológicos arcanos do High Rise. De certa maneira é até um rock'n'roll relativamente convencional, mas com todo aquela atmosfera de esquizofrenia nipônica tão característica e fascinante.

    Ou seja: pretty wacked out rock'n'roll stuff!


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    |Canterbury Tales| Gong - Magick Brother (1969)

    Gong

    Não podendo continuar junto do Soft Machine (por motivos burocráticos), Daevid Allen deve ter viajado nos ácidos, e acabou tendo uma visão do "Planeta Gongo", então decidiu "pirar de vez" e formou o Gong...etc etc etc. Dessa parte todos sabem, então vamos ao que interessa.
    Magick Brother é o disco de estréia do Gong..."O" disco de estréia. Ele não é tão conhecido quanto os outros, mas muita gente vai ouvir e pensar "deveria ter ouvido isso antes".
    O som do álbum é bem diferente dos outros que o Gong acabaria por lançar. Não tem aquelas viajens meio "space rock" (excedendo a "Cos You Got Green Hair"). É um som mais "traquilinho", "violõezinhos", "batuquezinhos"...E com algumas partes psicodélicas, viajeiras, que remetem um pouco ao Floyd com o Barret, mas sim, creio que seja melhor...Baixe(e pire).

    Tamanho: 45.47 MB

    Músicas:
    1. Mystic Sister / Magick Brother
    2. Glad To Sad To Say
    3. Rational Anthemn
    4. Chainstore Chant / Pretty Miss Tittty
    5. Fable Of A Fredfish / Hope You Feel Well
    6. Ego
    7. Gongsong
    8. Princess Dreaming
    9. 5 & 20 Schoolgirls
    10. Cos You Got Greenhair

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    domingo, maio 14, 2006

    |First Shot Missed| Yes - Yes (1969)










    Bom, acho que não teria melhor maneira de começar essa série senão por esse disco.
    Esse é o disco mais espinafrado do Yes (da fase boa, é claro), desprezado pelos fãs e até pela banda em si...
    Por que? Talvez por não conter o "time dos sonhos" do Yes. Ou então porquê os fãs mais novos vão ouvir esse disco esperando um outro
    Close to the Edge da vida...

    Lançado em 1969, o disco traz um Yes bem diferente do que as pessoas estão acostumadas a ouvir: músicas centradas em um só tema, simples, porém belas, como Sweetness e Yesterday and Today; Também se faz presente temas que flertam com a psicodelia e o pop, como Beyond and Before e Looking Around, e as que mais se aproximam do dito "progressivo": I See You e Harold Land (minha música favorita do disco).

    Enfim, a 1º bolacha do Yes é um prato cheio para todos que querem um ótimo conteúdo de uma ótima banda, mas sem exageros.


    P.S.: bom, você deve ter visto que o disco foi lançado com duas capas. A da esquerda é a versão inglesa e a da direita é a americana.

    Download aqui, ó.

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    |First Shot Missed| - Série

    Pois é, mais uma série que estréia nesse blog. Só faltava eu, pelo jeito.... mas vamos lá:


    Existem várias bandas famosas, com álbuns igualmente famosos. Mas nem sempre o sucesso veio logo de primeira.

    Muitos "primeiros álbuns" são renegados, atirados ao esquecimento, somente por não conter a característica que se tornou a marca registrada de tal banda nos álbuns posteriores...

    Triste, não?

    Pois é extamente disso que essa série vai tratar!

    Aqui faremos justiça a esses primeiros álbuns que são, por mais das vezes, desprezados pelos fãs e até mesmo pela própria banda.

    Fiquem de olho...

    quinta-feira, maio 11, 2006

    |70´s Oceanian Rock| Blackfeather - At the Mountains of Madness (1971)


    Depois de muita luta, finalmente consigo postar esse disco aqui.. vocês nem imaginam o trabalho que me deu para upar, mas os problemas de queda de luz, spywares, irmã fechando a página do rapidshare não foram suficientes para me abater, eu tinha que postar esse belo e original disco de hard progressivo. Blackfeather é uma banda conhecida na Austrália, mas para o resto do mundo é apenas mais uma banda setentista obscura, At the Mountain of Madness é o disco de estréia do grupo, e que estréia! O album é um pouco diferente do rock pesado convencional, podendo ser rotulado como um disco de hard prog, ou hard psicodélico devido à sua sonoridade mais trabalhada, mas é claro sem deixar de lado o peso. Após esse disco, a banda lançou o Boppin' the Blues em 72 que já aponta uma suavidade maior, e em 74 o Blackfeather Live at Sunbury que sinceramente nunca ouvi.
    Mais informações sobre a banda aqui


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    quarta-feira, maio 10, 2006

    |Cheap Muzak| Neil Young - On The Beach (1974)














    Não dá pra falar desse tipo de CAMARADAS (singer-songwriter, se você JÁ esqueceu) sem citar o melhor de todos: Neil "Aranhudo" Young. O termo aranhudo não carrega doses cavalares de viadagem, como pode parecer pra você, amigueixa, e se refere ao fato de que ele é todo torto, todo estranhão... Mas isso é irrelevante perante a música. De 1973 a 1975 ele criou alguns dos melhores discos já gravados. Se tu discorda disso, é porque quer ser enrabado por um vocalista cover, tipo Tim Owens, mas não sabe como expressar muito bem esse desejo encanado. Com certeza, e a liberdade de expressão que se foda! Mas enfim... Young é mais chegado em rock com batida meio country, a country propriamente dito, e folk. Se tu não gosta de nada disso, nem tenta ouvir, porque é basicamente essa maravilha que tem aqui...

    Pra começar a falar do discão em tela, é necessário voltar no tempo. 1972. Neil está no auge do sucesso, tanto na carreira solo, quanto com o CSN&Y (Crosby, Stills, Nash & Young, se tu és um alienígena), quando o guitarrista da Crazy Horse (sua banda de 'apoio'), Danny Whitten, morreu de overdose. Veja: O sujeito nunca foi muito chegado em agradar sua audiência, estava meio doidão pelo sucesso, o guitar morre, ele se dá mal pra caralho com muita gente ligada a sua música, e passa a beber monstruosamente. Soma disso? That's right, depressão. Raiva. Saco cheio mesmo. E o que podia ser o fim, ou pelo menos um declínio, funcionou de forma reversa: Foi o começo do período mais brilhante desse gênio. Primeiro, pra lançar a trilogia, foi o Time Fades Away, um disco furioso, atacando pra todos em uma verdadeira ode a loucura causada pelas turnês. Depois veio o Tonight's the Night. Todas as paranóias, e todo o ódio contido no TFA foi levado às últimas consequências. É o disco mais sinceramente dark já lançado. Não confunda isso com Low nem com Nightwish, sua bicha. Tonight's the Night é um álbum desesperado mesmo, combina toda a rejeição ao estrelato por parte de Young com saco cheio, e a morte de um roadie (logo depois do guitarrista), num copo com limão, óbvio. O resultado foi uma obra-prima, até hoje não igualada em nenhum sentido.

    Como fechar essa trilogia deprê? A resposta veio na base do On The Beach (vale lembrar que o Tonight's The Night foi lançado depois do On The Beach, por causa de um problema com a gravadora), onde há o sentimento de acordar após uma noite de intenso porre, olhar pra trás, aceitar o que fez, e seguir em frente. Acordar, e ver que a depressão ficou pra trás. Há um certo bom humor, e as críticas agora ficaram mais normais: No geral, Young utiliza do disco pra mandar os críticos, que na época metiam o pau duro no trabalho dele, irem se fuder. Brilhante. São 7 músicas. Não, se tu é uma bichinha adiantada, já deve ter percebido que o número está incorreto. Pois, existem 7 músicas, e uma Ambulance Blues. Esta não é uma música, ah não, é diferente: São 9 minutos absolutamente arrepiantes, com uma melodia no violão que ultrapassa qualquer conceito de sublime. É uma faixa extremamente minimalista, a melodia não muda, os outros instrumentos, além do violão, apenas pontuam aqui e ali. Enfim, OBRA-PRIMA é pouco. As 7 músicas são extraordinárias, indo de rockabilly de outra galáxia (Walk On), balada com teclados bem 70's (See the Sky About to Rain), e blues (Vampire Blues, Revolution Blues, e na etérea faixa título). Não posso tentar descrever mais profundamente cada uma delas, isso seria um erro estúpido. Ouça.

    Depois do On the Beach, Young retornou à 'normalidade' com outra obra-prima: Zuma. Um dia, eu posto aqui também. Por enquanto é só. Fiquem com Zeus.

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    Senha:
    stonedguitar.blogspot.com

    Cheap Muzak to Drink and Fuck!

    Como todos aqui parecem ter uma série, eu decidi criar uma também... Gostou não? ME PROCESSA? Também não gostou do uso errado do pronome? VÁ SE FUDER! Mas voltando... Gracinhas, o negócio é o seguinte: Essa é a série mais inútil de todos os tempos. Realmente, eu devia estar envergonhado perante meus companheiros de brog. O trambolho é: Músicas no 'estilo' singer-songwriter. Para mais informações de que porra é essa, consulte o allmusic, eu não tenho saco de explicar não. Tá, não chora, não chora... Singer-songwriter é aquele magrão que compõe, toca, escreve letra e faz tudo sozinho, ou acompanhado duma banda. A principal características desses porras é que os temas são absurdamente pessoais. Manjas? Porra, que merda, preciso desesperadamente mijar, não to conseguindo pensar... Se não entendeu, olha onde eu disse... Bom, até logo...

    |Canterbury Tales| The Soft Machine - The Soft Machine (1968)

    Soft Machine

    Após a infeliz saída de Daevid Allen, o Soft Machine decide ir para o estúdio para lançar seu disco de estréia, que coincidentemente (ohhhhhhh!!!) é este, e que, aliás, é um dos meus preferidos. Acredito que eu seja um dos poucos que tenha preferência por esta fase mais psicodélica – que, infelizmente, durou apenas até o segundo disco.

    Bitrate: 192 Kbps

    Tamanho: 58 Mb

    Line-Up:
    Kevin Ayers (baixo, vocal)
    Brian Hopper (sax)
    Hugh Hopper (baixo)
    Mike Ratledge (piano, orgão)
    Tom Wilson (percussão)
    Robert Wyatt (bateria, vocal)

    Músicas:
    1. Hope for happiness
    2. Joy of a toy
    3. Hope for happiness(reprise)
    4. Why am I so short?
    5. So boot if at all
    6. A certain kind
    7. Save yourself
    8. Priscilla
    9. Lullabye letter
    10. We did it again
    11. Plus belle qu'une poubelle
    12. Why are we sleeping?
    13. Box 25/4 Lid

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    terça-feira, maio 09, 2006

    |A garage hermetique nipônica| Les Rallizes Dénudés - '77 Live (1991)




    Prosseguindo em nossa jornada pelo brutalismo sonoro no arquipélago japonês, examinaremos agora a raiz de todo este estraçalhamento psíquico de garagem que tanto amamos, que influenciaria de forma decisiva toda a siderurgia sonora nipônica ulterior: o mitológico Les Rallizes Dénudés.

    Dos três álbuns oficiais da banda, que seriam lançados apenas em 1991, '77 Live é indubitavelmente o melhor, apresentando os caras em seu habitat natural, o palco, quando o LRD escancarava as portas de percepção em tonitruantes workouts de noise rock demencial, com patente destaque para o gerador hellraiser de alucinações psicodélicas seriais em que Mizutani converte sua guitarra elétrica, em fascinante contraste com o tom old fashion e alicerçado nas tradições de rock singing de seus vocais; e se nas gravações de estúdio os camaradas costumavam praticar um acid/psych rock relativamente ‘estruturado’, ao vivo a coisa realmente muda de figura, e como...! Imaginai, pois, um Velvet Underground marciano com transtorno de personalidade borderline, integrado por pinheads viciados em benzedrina e munidos de instrumentos de enésima categoria, tocando uma interminável Sister Ray dentro de um pântano radioativo, com o som saindo por uma vitrolinha mono defeituosa mas amplificada por 1000 PA’s, e tereis uma vaga idéia do que vós encontrareis pela frente neste álbum...

    Go for it, acidheads!


    Músicas:

    1) Enter the Mirror (11:30)
    2) Yoru Ansatsu (12:04)
    3) Koori no Hon (16:12)
    4) Kioku wa Too (11:35)

    1) Yoru Yori Fu (15:32)
    2) Untitled (8:30)
    3) The Last One (25:24)


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    segunda-feira, maio 08, 2006

    |70´s Oceanian Rock| Human Instinct - Burning Up Years (1970)


    Este é o album de estréia da melhor banda da história da Nova Zelândia!! Tá, tudo bem que isso não significa grandes coisas, mas é inegável que Human Instinct é uma competentíssima banda de hard setentista. Aqui eles estão mais voltados para o blues rock, mas com algumas passagens bem pesadas. Grande disco recomendado para os entusiastas de Jimi Hendrix e Cream.


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    |A garage hermetique nipônica| Boris - Pink (2005)




    Uma das características marcantes deste fascinante trio nipônico é seu destemor em revolver os mais surpreendentes e díspares abismos da noise psychedelia; destarte, se em Absolutego (1996), por exemplo, a banda atuou como uma espécie de Melvins in a bad mood tocando uma mastodôntica cover de Flipper no hospício central de um Estado totalitário intergaláctico, num álbum como Sun Baked Snow Cave (2005), por outro lado, podemos vê-los flutuando em nebulosas dark drone ambient. No álbum em tela, por seu turno, a banda porta-se como um My Bloody Valentine pós-apocalipse nuclear, energizando as lisérgicas brumas shoegazer com toneladas de microfonia inclemente e a típica desorientação alucinógena dos terroristas sônicos japoneses.


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    A garage hermetique transpsicodélica do arquipélago do Sol Nascente

    A presente série, já inaugurada em minha postagem anterior com o estraçalhante Live, do High Rise, dedicar-se-á a percorrer as mais ignotas paragens das siderurgias sônicas japonesas, atendo-se sobretudo às suas mais alucinatórias emanações de brutalismo psicodélico. Dando prosseguimento aos trabalhos, postarei a seguir um dos últimos álbuns do Boris, Pink (2005), onde o desarvorado trio nipônico se converte em My Bloody Valentine pós-apocalipse, e ulteriormente o seminal '77 Live (1977), dos mefistofélicos Les Rallizes Dénudés.

    Divirtam-se, crianças! ;-)

    |Canterbury Tales - Introdução| Ornette Coleman - The Shape of Jazz to Come (1959)

    Ornette Coleman

    Não existe uma forma de falar de Canterbury, sem ao menos citar o Free Jazz...Do mesmo modo, não se pode falar do Free Jazz, sem lembrar do grande Ornette Coleman.
    A história do Free Jazz se inicia oficialmente em 1960, com o disco “Free Jazz”, de Ornette Coleman, mas entre os anos 50 e 60, já havia alguns grupos que faziam um som semelhante, como o grupo de Cecil Taylor.
    No Free Jazz, as músicas não são feitas para agradar, pode-se ver com Ornette Coleman, que levou tempo para se firmar no meio musical por isso. A base do estilo é a improvisação coletiva, onde nenhum músico fica preso a apenas “temas”.
    O disco que estou postando aqui, foi lançado um ano antes do “Free Jazz”, mas é constituído das mesmas características.
    Como o nome já diz, o Free Jazz é um estilo totalmente “livre”, fazendo com que se torne (às vezes) um pouco difícil de se gostar. Mas, ouvindo com a atenção devida, creio que todos irão adorar o disco.

    Bitrate: Variado (128 - 256)

    Tamanho: 57 Mb

    Músicas:
    1.Lonely Woman
    2.Eventually
    3.Peace
    4.Focus on sanity
    5.Congeniality
    6.Chronology

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    "Caterbury Tales"

    Apartir de hoje, estarei fazendo uma "sessão" de álbuns de Canterbury. Creio que seram uns dez (10) discos, mas não tenho certeza ainda.
    Tentarei postá-los em ordem cronológica.

    Bom proveito!

    sábado, maio 06, 2006

    |70´s Oceanian Rock| Human Instinct - Stoned Guitar (1971)

    Para estrear a série está aqui o disco que dá nome ao blog, o segundo disco da banda neo zelandesa Human Instinct... Stoned Guitar é um hard blues psicodélico hendrixiano de muito bom gosto e com faixas relativamente grandes para o gênero.

    Curiosidades: 1) Stoned Guitar ficou longe de ser o primeiro nome a me passar pela cabeça para por no blog, eu tinha pensado em várias músicas do Pink Floyd, Jimi Hendrix e Mutantes, e das músicas q pensei apenas Ave Lúcifer estava disponível, eu já havia upado o album Lucifer´s Friend e tinha q aproveita-lo, e se botasse o nome do blog de Ave Lúcifer iria ser Lúcifer demais para o meu gosto. Por isso fiquei de saco cheio e resolvi catar um disco desconhecido que curto e que tivesse um nome legal.. hehe
    2) Repare como a introdução de Midnight Sun é "parecida" com Mississipi Queen do Mountain :-)

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    Senha: stonedguitar.blogspot.com

    Série Rock Oceânico Setentista

    Quando se fala em rock setentista da Oceania as pessoas costumam associar apenas a banda australiana AC/DC.. No decorrer desta série pretendo provar q existiam outros grupos d alto nível na terra do canguru e nos outros países do continente

    Espero que gostem :-)

    sexta-feira, maio 05, 2006

    Gong - You (Radio Gnome Invisible Vol. 3) (1974)

    Gong - You

    Excerpts of review produced by Ragnarok for Soundchaser - Prog fórum

    O Gong é uma espécie de mistura entre space-rock, jazz e psicodelismo, havendo possibilidade de você até ouvir falar nos instrumentistas como jazzistas com uma ligeira influência que as drogas lhe concedem. Em outras palavras, podemos dizer que o Gong é uma banda de canterbury que atuou como uma das mais influentes dos anos setenta.[...]
    You, é o terceiro álbum da trilogia Radio Gnome Invisible (sendo o primeiro o The Flying Teapot, e o segundo o Angel’s Egg), que conta mais uma história lunática de Daevid Allen sobre o Planeta Gong: um planeta verde-transparente desconhecido por astronautas, onde habitam pequenos seres chamados de Pot Head Pixies.

    Para ler a resenha inteira, vasculhe o Sound Chaser

    Tamanho: 50,5 Mb

    Músicas:
    1. Thoughts for Naught
    2. A P H.P.'s Advice
    3. Magick Mother Invocation
    4. Master Builder
    5. A Sprinkling of Clouds
    6. Perfect Mystery
    7. The Isle of Everywhere
    8. You Never Blow Y'r Trip Forever

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    Senha: stonedguitar.blogspot.com

    quarta-feira, maio 03, 2006

    The Red Krayola - The Parable of Arable Land (1967)














    Bem, bem, bem, amiguinhas, o que temos aqui? Este disco resume muito bem o que se passa na cabeça da pessoa que encontra o LEITEIRO em cima da mãe, fazendo aquilo que o cavalo fez com a égua. Liderados pelo doidão Mayo Thompson, os Caralhos Vermelhos (duvida que a tradução seja essa? Olhe então no tradutor do Google, seu viadinho!) não são uma banda da psicodelia americana. Aliás, NADA que saí do Texas é lá muito normal. Vai ver lá as mães deles trepam com alienígenas, daí os filhos nascem mezzo-humanos, mezzo-texanos. Pois bem, senhoras, voltando... Eles não são convencionais nem naquele círculo de bandas não convencionais. O diferente do diferente. Um noise vanguardista, doidão, contendo intrumentos que você não sabe de onde saiu, e uma musiquinha aqui e ali. E cada um por si. Os temas são deliciosos, mas não são dignos de nota. Até seriam, mas eu não to com saco. Não gostou?! PROCESSE-ME, sua bicha! Encerro dizendo que quem não gosta disso bom sujeito não é: Ou é ruim da cabeça, ou doente do pau...

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    Xhol Caravan - Electrip (1969)

    Xhol Caravan - Electrip

    O Xhol Caravan, foi uma das primeiras bandas a “participar” do Krautrock, com seu álbum Get in High, de 1969. Mas foi com o segundo disco (Electrip) que a banda conseguiu mostrar o que queria fazer mesmo. Indo do psicodélico ao free jazz, e ainda passando por vários experimentos eletrônicos, este disco faz com que a banda se "sobressaia” ante as bandas do mesmo estilo.

    Tamanho: 64.43 MB

    Bitrate: 192 Kbps

    Músicas:
    1. Electric Fun Fair
    2. Pop Games
    3. All Green
    4. Raise Up High
    5. Walla Masallah
    6. Planet Earth (bonus)
    7. So Down (bonus)

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    terça-feira, maio 02, 2006

    |A garage hermetique nipônica| High Rise - Live (1994)




    Egresso das mais alucinógenas metalurgias da garage hermetique nipônica, High Rise é o nec plus ultra do desvario ultrapsicodélico em hipercinesia lisérgica despejando pulsações corticais que paralisam o som numa onda estática de vibração eletromagnética, ou então Acid Mothers Temple tocando covers de Stooges numa usina nuclear avarariada, quiçá MC5 jamming with Maldoror a mil milhas por hora na direção da nebulosa do CAAAAAAAAAAAAAOS!

    Isto posto, disponibilizo aqui o tonitruante Live, onde a potência expressiva do High Rise atinge seu state of the art, sobretudo na demencial Pop Sycle, que encerra o álbum.


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    Big Black - Sound of Impact (1986)




    O genial avant noise rocker e notório misantropo, maníaco, inimigo das tecnologias digitais e troublemaker Steve Albini vem sendo desde a década de 80 uma das forças motrizes do underground norte-americano, sobretudo através de sua primeira banda, o mitológico Big Black, que iniciou sua trajetória em 1982. Incorporando de forna criativa e ousada o que de melhor o post-punk inglês produziu (Pop Group, Gang of Four, Wire, Fall, Killing Joke), bem como retomando os caminhos do avant rock estadunidense (Pere Ubu, Chrome, Suicide, James Chance), Steve Albini (guitarra elétrica, vocais & bateria eletrônica), Dave Riley (baixo elétrico) e Santiago Durango (guitarra elétrica) gestaram uma espécie de hardcore eletrônico-industrial absolutamente claustrofóbico e brutal, em rajadas elétricas de máximo impacto sonoro. O destaque obviamente recai sobre Albini, com sua guitarra elétrica que soa como uma perfuratriz do inferno destroçando os tímpanos do ouvinte, seus vocais desesperados e a crueldade irônica de letras, relatos estarrecedores sobre o dark shattered underbelly do 'sonho americano'.

    O disco que escolhi para postar aqui é um lendário bootleg dos caras, gravado ao vivo em Chicago, registrando uma das apresentações mais incendiárias da banda.


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    segunda-feira, maio 01, 2006

    Jefferson Airplane - Crown of Creation (1968)



    Bom, já estava na hora do Jefferson Airplane pintar por aqui, não acham?

    Lançado em 1968, o quarto álbum da banda californiana traz uma sonoridade com menos experimentações do que o álbum antecessor After Bathing at Baxter's (meu disco favorito do JA), mas compensa com uma maturidade e precisão nas composições - que vão desde belas canções como Lather e Triad à loucura total como If You Feel e a faixa título.

    Crown of Creation é um daqueles discos que dá gosto de se ouvir do início ao fim, e quando acaba você se pergunta "já??"


    Download aqui, ó
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    Funkadelic - Maggot Brain (1971)





    Grande album de uma das bandas precurssoras do que conhecemos hoje por funk, mas não
    pense que vá ouvir algo parecido com eguinha pocotó nesse disco, pois o grupo de George Clinton mesclava como ninguém o ritmo suingado criado por James Brown à psicodelia lisérgica americana de um Grateful Dead e Jefferson Airplane.
    Um dos destaques fica por conta do solo de guitarra de Eddie Hazel na faixa-título, um dos mais belos que já ouvi na vida.



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